Nosso VII Encontro Despatologiza

foi um sucesso de público e crítica!

Agradecemos a todos os parceiros, palestrantes e quem apresentou pôster, além dos participantes que fizeram do evento uma oportunidade espacial de aprendizado e troca.

 

Conheça o conteúdo dos trabalhos apresentados e assista ao conteúdo em nosso canal no YouTube.

Sobre o evento

            As sociedades ocidentais enfrentam processos de patologização da vida, onde a diversidade e as diferenças que caracterizam a humanidade são entendidas como problemas, e as dificuldades do viver são transformadas em doenças, transtornos ou distúrbios.

            No Brasil, grandes questões sociais, culturais, políticas e afetivas que afligem a vida coletiva das pessoas têm sido convertidas, artificialmente, em questões individuais e biológicas, fazendo-nos despontar nas estatísticas como um dos maiores consumidores de pretensos diagnósticos e seus supostos tratamentos.

            Contudo, somos também um dos países em que a crítica à medicalização tem se consolidado nos últimos anos. O DESPATOLOGIZA – Movimento pela despatologização da vida assume compromisso com essa crítica, pois aposta em outros futuros possíveis e na produção de vidas despatologizadas. Reunindo reflexões e proposições despatologizantes, o Encontro Despatologiza é um evento de referência para profissionais de diferentes áreas engajados no enfrentamento às diversas formas de patologização e medicalização.

            Neste ano, em sua sétima edição, o evento contará com apresentação de trabalhos e promoverá discussão sobre a despatologização de diferenças humanas e o enfrentamento de desigualdades decorrentes dos modelos de desenvolvimento adotados e, muitas vezes, impostos em diferentes sociedades.

Parceria:                                               Apoios:

 
 

Programação

VII ENCONTRO DESPATOLOGIZA

DESPATOLOGIZAR DIFERENÇAS, ENFRENTAR DESIGUALDADES

10 de outubro de 2017

Auditório da Faculdade de Educação da Unicamp

 

8h30 – Credenciamento

9h00 – 9h15 – Mesa de abertura: Despatologiza, FE, CRP

 

9h15 – 12h00 – Mesa redonda: Subverter o olhar, inventar possibilidades

            Carla Biancha Angelucci – Faculdade de Educação USP

            João Paulo Faustinoni – Promotor do GEDUC – Ministério Público SP

            Maria Teresa Esteban – Faculdade de Educação UFF

            Pedro Tourinho – Faculdade de Medicina PUCCAMP; vereador em    Campinas

 

13h30 – 16h00 – Mesa redonda: Despatologizar é possível

            Adriana Marcondes Machado – Instituto de Psicologia USP

            Andreia de Jesus – SME - Franco da Rocha

            Lívia Rech de Castro – psicóloga no CEESD

            Maria Aparecida Moysés – Faculdade de Ciências Médicas Unicamp

 

16h15 – 17h15 – Conferência de encerramento: Diferenças identificam, desigualdades deformam

            João Wanderley Geraldi – Instituto de Estudos da Linguagem Unicamp

 

Palestrantes

Adriana Marcondes Machado

Possui graduação em Psicologia (1984) pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP). Fez mestrado e doutorado em Psicologia Social na mesma Universidade. Trabalhou no Serviço de Psicologia Escolar de 1986 a 2000 como psicóloga. Atualmente é membro desse serviço e professora de graduação e da pós-graduação do Instituto de Psicologia da USP, Departamento da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade. Trabalha, principalmente, com os seguintes temas: psicologia escolar, pesquisa-intervenção, educação inclusiva, relação saúde-educação.

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Carla Biancha Angelucci

Possui graduação em Psicologia pela Universidade de São Paulo (1997); mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (2002); doutorado em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (2009). Atualmente é professora associada I no Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação na Faculdade de Educação da USP. É professora da graduação e da pós graduação em Educação Especial. Orienta mestrados e doutorados. Exerceu por dezesseis anos a atividade de psicoterapeuta, com formação winnicottiana. A ênfase de seus estudos está na garantia da Educação para Todos e Todas e sua interface com as discussões sobre preconceito, atuando principalmente nos seguintes temas: produção social do sofrimento psíquico, políticas públicas em educação, medicalização, psicologia social e história oral.

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João Paulo Faustinoni

Possui graduação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1993). Atualmente é Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo. Ingressou no Ministério Público em 1996, tendo atuado nas áreas do Direito Criminal e da Infância e Juventude. Desde 2011 integra o Grupo de Atuação Especial de Educação de São Paulo-SP, atuando na defesa do Direito à Educação.

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João Wanderley Geraldi

Possui graduação em LETRAS pela Faculdade de Filosofia, Ciencias e Letras de Ijui (1980), graduação em CIENCIAS JURIDICAS E SOCIAIS pela Universidade Federal de Santa Maria (1970), mestrado em LINGUISTICA (1978); doutorado em LINGUISTICA (1990); livre-docência em Análise do Discurso (1995) e Professor Titular (2003), pela Universidade Estadual de Campinas. Professor Aposentado, colaborador visitante da Univ. do Porto(Portugal), e de universidades brasileiras a convite. Atua principalmente nos seguintes temas: análise do discurso, estudos bakhtinianos e ensino de língua portuguesa. Faz parte do Conselho Editorial de várias revistas: Cadernos de Estudos Linguísticos (Unicamp), Palavras (APP/Portugal), Leitura:Teoria & Prática (ALB), Filologia e Linguística Portuguesa (USP), Educação & Realidade (UFRGS), Educação & Contemporaneidade (UNEB), Signo (UNISC), Letras (PUCCAMP), Espaço Pedagógico (UPF), Cadernos Camilliani(CUSC), Fórum LInguistico (UFSC).

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Livia Rech de Castro

Psicóloga pela Puc-Campinas, especialista em Clínica Analítico Comportamental e mestre pelo programa de Mestrado Profissional em Análise do Comportamento Aplicada, ambos pelo Paradigma Centro de Ciências do Comportamento. Atua no CEESD (Centro de Educação Especial Síndrome de Down), com pesquisa e intervenção em inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

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Maria Aparecida Affonso Moysés

Possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1973); doutorado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1979) e Livre-Docência em Pediatria Social na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (1998). Atualmente é Professora Titular em Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Sua atuação em ensino e pesquisa é na área de Atenção à Saúde do Escolar, em especial nos campos de medicalização do comportamento e da aprendizagem, avaliação cognitiva; aprendizagem e desenvolvimento. Coordena o Laboratório de Estudos sobre Aprendizagem, Desenvolvimento e Direitos, no CIPED (Centro de Investigações em Pediatria) da UNICAMP. Publicou livros e vários artigos em periódicos científicos das áreas de Medicina, Psicologia e Educação; é autora do livro A institucionalização invisível: crianças que não aprendem na escola . É militante do “DESPATOLOGIZA – Movimento pela Despatologização da Vida”, que tem articulado discussões, eventos e ações sobre a medicalização da vida e da educação. Coordena o Repense – Grupo de Estudos sobre Patologização, Intolerância e Discriminação, no Fórum Penses – Pensamento Estratégico, da Unicamp.

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Maria Teresa Esteban do Valle

Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal Fluminense (1983), mestrado em Educação pela Universidade Federal Fluminense (1992), Doutorado em Filosofía y Ciencias de La Educación pela Universidade de Santiago de Compostela (1997) e Pós-Doutorado na Universidad Nacional Autónoma de México (2006) e na Universidade do Minho (2007). Atualmente é professor Associado III da Universidade Federal Fluminense, atuando na Graduação em Pedagogia e no Programa de Pós Graduação em Educação da UFF, nos cursos de Mestrado e Doutorado. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Avaliação da Aprendizagem, atuando principalmente nos seguintes temas: avaliação, cotidiano escolar, formação docente e educação popular.

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Pedro Tourinho

Médico com Residência em Medicina Preventiva e Social, sempre atuou em defesa da saúde pública e causas sociais ainda no movimento estudantes. Na pós-graduação foi eleito membro do Conselho Nacional de Saúde pela Associação Nacional dos Pós-Graduandos. Resolveu candidatar-se a vereador por estar perto das causas sociais na atuação como médico da rede pública em Campinas, e também após atuar como médico de família. Reeleito em 2016, atua em sua segunda legislatura, 2017-2020.